quarta-feira, 12 de julho de 2017

BRASIL, um povo inocente e um governo corrupto? Não. Um acontecimento no parque Beto Carrero World

Que grande momento pra escrever algo sobre isso não é?  Vivemos um momento em que raras pessoas parecem demonstrar interesse na defesa do pobre, necessitado e dependente. Por outro lado há pessoas tentando fazer com que os outros pensem que tudo agora vai melhorar, agora "nós" estamos conseguindo equilibrar as contas e a economia do Brasil vai voltar a crescer. Já passamos do ponto de ruptura da democracia e conseguimos enxergar agora que vivemos dentro de um sistema judiciário que pune os pobres e honestos e salva os ricos corruptos. É Senador programando recebimento de propina e manipulando o possível assassinato do próprio primo, é presidente autorizando a continuação de pagamento de mesada pra um condenado da justiça para que fique calado, são ministros na nossa Suprema Corte (STF) tapando olhos e ouvidos para a situação e liberando esse tipo de político a suas "atividades" como se nenhuma prova houvesse contra ele. É tanta coisa errada que não dá pra acreditar.

Mas meu assunto é outro. Gostaria de citar aqui um grande filósofo brasileiro, um dos meus preferidos, ele disse: "Não existe um país no mundo em que o governo seja corrupto e a população honesta, e vice versa.


O fato é que o povo reclama tanto do governo que não para pra pensar em suas próprias atitudes, cometem corrupção tanto quanto a de um Senador, Deputado, Prefeito ou Vereador, com consequências diferentes evidentemente, mas é a transgressão da lei da mesma forma.

Permitam-me contar um fato super interessante e triste ao mesmo tempo. Há alguns dias estávamos eu e meu filho primogênito no parque Beto Carrero World aproveitando um dia de muita diversão. Quem conhece o parque sabe que o último show é o Sonho do Cowboy onde temos grandes amigos atuando e nunca gostamos de perder. Neste dia chegamos cedo à entrada do teatro principal para termos a chance de escolher os melhores lugares na frente e obtivemos sucesso, fomos os primeiros a chegar no hall de entrada e aguardávamos com paciência a permissão para entrar. Com o passar do tempo várias pessoas foram se juntando a nós, é assim mesmo que a coisa funciona, o hall foi enchendo de pessoas de todos os tipos e um fato me chamou a atenção: uma senhora pequena, franzina vinha empurrando um homem de mais ou menos 40 anos em uma cadeira de rodas, prontamente me sensibilizei pois o hall de entrada do teatro tem uma pequena rampa, eu estava indo ajudar a senhorinha, mas ela conseguiu subir e posicionou o rapaz confortavelmente em um dos lados do hall aguardando a permissão para a entrada para o grande show "O Sonho do Cowboy".

Nós conseguimos realmente sentar nos lugares mais próximos ao palco. Quem já foi a este show sabe também que existem lugares reservados a pessoas com necessidades especiais e eles ficam bem ao lado de onde sentamos, logo então pensei no pobre homem de cadeira de rodas e imaginei realmente que ele sentaria perto de nós.

Quando olho ao lado vejo uma cena que não vai sair da minha memória tão rapidamente. Sabe aquele pobre homem de cadeira de rodas empurrado pela senhora pequena? "Aleluia irmão"! Foi curado! É. Foi curado! Mas tem um problema nisso tudo, a senhorinha tão franzina e pequena deve ter lesionado alguma vértebra enquanto empurrava o rapaz pesado que repentinamente ficou paraplégica, pois agora quem a estava levando na cadeira de rodas era o robusto senhor. Chegaram aos bancos lá da frente, ao nosso lado e sob meus olhares de fuzilamento, pararam, a senhora também obteve um milagre (Aleluia!), levantou da cadeira e sentou-se nos bancos livres, aqueles não reservados aos portadores de necessidades especiais. O robusto homem por sua vez pegou a cadeira e levou-a até à frente do palco, estacionou lá e voltou livre, leve e solto para sentar-se ao lado de sua mãe, namorada, amante, tia, avó, sei lá, a senhorinha; tudo isso, repito, sob meu olhar de fuzilamento. Minha grande pergunta é: quem é desonesto? Só o governo ou nossa sociedade? Eu costumo dizer que nenhum político é alienígena, eles são aqui da Terra mesmo, eles se formam em nosso meio e aprendem a desonestidade que é intrínseca ao ambiente que vivemos. Realmente desta vez eu optei por não me incomodar e não fui falar nem com o robusto e a senhorinha e nem com o parque. Pode até ser que existisse outra necessidade especial, mas de locomoção não era  e então não justifica entrar de cadeira de rodas para tentar levar vantagem sobre as outras pessoas.

Quem já foi a esse show sabe que após o término do espetáculo parece que houve uma guerra dentro do teatro, pipoca, garrafa de água, latas de refrigerantes, guardanapos, tampinhas, canudos, bolachas, embalagens de salgadinhos e tudo que você possa imaginar de lixo estão jogados pelo chão. Uma cena lamentável de um povo que critíca seu governo, mas não consegue juntar seu próprio lixo. Mas vamos deixar esse assunto para outra postagem, pois a minha parte neste show eu fiz, joguei meu próprio lixo nos recipientes apropriados, pena que eram pequenos, não caberia o Robustão e a Senhorinha. FIM.

Deixo um versículo para reflexão.

Filipenses 1:27
Portai-vos como cidadãos dignos do Evangelho de Cristo, para que dessa forma, quer eu vá e vos veja, quer tão-somente ouça a vosso respeito em minha ausência, tenha eu conhecimento de que permaneceis firmes num só espírito, combatendo unânimes em prol da fé evangélica, 

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